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Operação militar “Harry’s Roar”: Israel compensa 70% dos custos de estacionamento de companhias aéreas israelenses

Quatro homens em terno discutem documentos em sala com vista para aeroporto e bandeira de Israel.

Durante a operação militar “Harry’s Roar”, várias companhias aéreas israelenses tiveram de deixar dezenas de aeronaves estacionadas em aeroportos fora de Israel. A medida foi motivada principalmente pela presença de aviões americanos no Aeroporto de Tel Aviv, o que forçou as empresas a operarem com restrições e a manter parte da frota no exterior - gerando custos adicionais.

Impacto no Aeroporto Ben Gurion e presença americana

Desde o início do conflito, aproximadamente 100 aviões e tanques americanos ficaram estacionados em Ben Gurion, limitando a atividade do aeroporto.

No mês passado, houve receio de que essas restrições levassem a um cancelamento em massa de voos israelenses. Ainda assim, o cenário melhorou após a retirada de cerca de 20 aeronaves americanas em julho, e há expectativa de que outras 30 sejam removidas nos próximos meses.

Acordo de compensação de 70% dos custos de estacionamento

De acordo com apuração do Globes, a ministra dos Transportes, Miri Regev, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, chegaram a um entendimento para reembolsar 70% das despesas de estacionamento arcadas pelas companhias aéreas enquanto seus aviões permaneceram fora do país. A projeção é que o total a ser coberto fique entre 50 e 100 milhões de shekels.

Após o encerramento da operação, representantes dos ministérios envolvidos se reuniram com os CEOs das principais companhias aéreas israelenses - El Al, Israir, Arkia e Air Haifa - para analisar as lições da crise. No encontro, as empresas enfatizaram o impacto financeiro suportado, citando não apenas o estacionamento, mas também gastos com hospedagem e custos operacionais relacionados ao uso e manutenção das aeronaves no exterior.

Prejuízos relatados por El Al, Israir e Arkia

Mesmo com a compensação definida, as perdas apontadas pelas companhias são bem mais altas. Em discussão na Comissão de Economia no último mês, a El Al informou prejuízos de aproximadamente US$ 120 milhões ao longo de toda a operação. Já Israir e Arkia relataram perdas diárias em torno de US$ 250 mil, atribuídas ao cancelamento de voos.

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