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Lançamento oficial do Congresso AvAg 2026 reforça a aviação agrícola no Brasil

Mulher em traje formal cumprimenta piloto em uniforme verde próximo a avião pequeno no aeroporto.

O lançamento oficial do Congresso da Aviação Agrícola do Brasil (Congresso AvAg 2026), realizado na terça-feira, 16 de junho, em Goiânia (GO), reuniu discussões sobre a função estratégica da aviação agrícola no avanço do agronegócio brasileiro, o ganho de produtividade nas lavouras impulsionado pelo segmento aéreo e a redução no prazo de cadastro de novos operadores aeroagrícolas.

Impacto econômico e contribuição da aviação agrícola

Durante o evento, o diretor da ANAC, Cláudio Ianelli, citou estudos segundo os quais a aviação agrícola movimenta mais de R$ 8 bilhões por ano no Brasil.

“Além do apoio ao reflorestamento e ao combate aos incêndios florestais, a aviação agrícola contribui diretamente para o aumento da produtividade e da competitividade das lavouras brasileiras. Em um país de dimensões continentais como o nosso, a rapidez e a eficiência das operações aeroagrícolas são fundamentais para garantir a proteção das culturas em momentos críticos do ciclo produtivo”, destacou.

Medidas da ANAC para o setor aeroagrícola e o CDAG

Na mesma ocasião, Ianelli detalhou iniciativas da ANAC voltadas a enfrentar desafios do setor aeroagrícola. Conforme dados de 2025, o prazo para emissão da autorização do operador foi reduzido de cerca de 190 dias, no antigo modelo de certificação via Certificado de Operador Aéreo (COA), para menos de 30 dias, após a adoção do Cadastro de Operador Aeroagrícola (CDAG).

O diretor também comunicou a criação da Superintendência de Aviação Geral (SAG), com previsão de início de funcionamento a partir de agosto de 2026, como sinal de reconhecimento da relevância estratégica do segmento pela atual diretoria da ANAC. A nova estrutura deverá aproximar a Agência dos regulados da aviação geral, reforçando o diálogo direto e ajudando a apontar aprimoramentos regulatórios necessários, além de sustentar a evolução contínua da segurança operacional do setor.

Ainda segundo Ianelli, outras mudanças de simplificação contribuíram para reduzir custos dos operadores, a exemplo da diminuição de exigências documentais e da eliminação da obrigatoriedade de implementar um Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) completo.

RBAC nº 100 e o uso de drones na pulverização

Ianelli comentou também a aprovação do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 100. “No contexto da aplicação agrícola, o RBAC 100 consolida uma visão de que essa é uma operação com risco limitado e passa a ser um cenário padrão. Isso possibilita que o setor continue atuando e inovando. Lembrando que hoje são mais de 14 mil drones sendo usados em pulverização, então é muito relevante que o RBAC 100 não seja uma barreira para a expansão do uso da tecnologia nesse setor”, completou.

Goiás como sede do Congresso AvAg 2026

O fórum principal ocorrerá em agosto, em Goianápolis (GO), município a cerca de 40 quilômetros de Goiânia. Ao valorizar a escolha do estado-sede, o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Ramos Longo, ressaltou: “Goiás tem ganhado destaque nacional e internacional quando o assunto é aviação. O estado ocupa a sexta posição em número de aeronaves registradas”, destacou.

A cerimônia de lançamento do Congresso AvAg 2026 ocorreu no hangar da Global Parts, no Aeródromo Nacional de Aviação, às margens da GO-070, e contou ainda com a participação de empresários e representantes do setor.

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