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Renault Captur E-Tech PHEV: teste e nota 5/10

Carro SUV azul da Renault trafegando em estrada sinuosa com árvores ao fundo.

Visão geral do Renault Captur E-Tech PHEV

E então, o que é isso aqui?

Antes de você cair no sono de tédio, vale o aviso: isto não é apenas mais um Renault Captur de segunda geração “padrão”. Ainda bem.

No visual, quase nada denuncia a versão (tirando uma tampa de abastecimento em cada lado da traseira), mas o modelo em questão é o Renault Captur E-Tech híbrido plug-in.

Ué, eu já ouvi falar de E-Tech, não?

Sim. O E-Tech é o sistema híbrido da Renault inspirado na Fórmula 1, que junta dois motores elétricos a um motor a gasolina 1.6-litre de quatro cilindros, trabalhando com um câmbio automático de seis marchas.

Tecnologia híbrida E-Tech e recarga

Parece interessante. Explica melhor…

O câmbio é a parte mais curiosa do conjunto: trata-se de uma caixa multimodo do tipo “dog”, sem embreagem, no mesmo conceito das usadas na F1. O menor dos dois motores elétricos entra para sincronizar a rotação do motor com a velocidade do carro, deixando as trocas mais suaves. E tem mais: esse motor menor também dá partida no motor a combustão sempre que necessário (mas apenas com o carro em movimento - ao ligar, você invariavelmente começa a rodar em modo elétrico). É um sistema bem engenhoso.

Já o motor elétrico maior é quem traciona as rodas dianteiras: pode fazer isso sozinho por 30 miles (cerca de 48 km) a até 83mph (aprox. 134 km/h), ou atuar junto do motor a gasolina conforme o modo de condução selecionado.

A central de controle do trem de força, segundo a Renault, consegue oferecer até 15 combinações diferentes de fonte de energia e relação. E não há marcha a ré nesse câmbio sofisticado - a função é feita exclusivamente com eletricidade.

A bateria tem 9.8kWh e precisa de algo entre three and four hours para uma carga completa, graças a uma alimentação máxima de 3.6kW.

O pacote pode ser complexo, mas a Renault defende que é uma solução com boa relação custo-benefício. Mesmo assim, a £30,495, o E-Tech PHEV na versão S Edition sai por cerca de £5,000 a mais do que um Captur 128bhp 1.3-litre a gasolina com equipamentos equivalentes. Dói.

Ao volante e modos de condução

E como ele anda?

O primeiro ponto é que o E-Tech vira o Captur mais potente à venda para compradores no Reino Unido. Somando tudo, o sistema entrega 158bhp e 257lb ft de torque, o que se traduz em 107mph de máxima e 0-62mph em 10.1 seconds.

Talvez não seja o dado mais importante aqui, mas vale notar: ao colocar o Captur em modo Sport, a tela central exibe a imagem do carro numa pista. Confiante.

Na prática, é o Sport que libera todo o potencial do conjunto em aceleração. Ainda assim, o modo mais usado tende a ser o automático MySense, que mantém uma resposta razoavelmente linear e evita parte daquele “efeito elástico” de som típico de híbridos com câmbio CVT. Pure é o nome que a Renault dá para a condução totalmente elétrica, enquanto E-Save deixa o carro rodar só no motor (um tanto áspero) e guardar pelo menos 40 per cent de carga para depois, pensando em uso urbano.

No geral, é um conjunto bem amarrado - e o Captur acompanha isso no comportamento. Ele continua sendo um crossover, então não dá para chamar de empolgante, mas esta segunda geração é civilizada e cumpre com folga a rotina do dia a dia.

Consumo, interior e veredito

E os números de consumo?

Pergunta perfeita - e a resposta é o tipo de coisa que PHEV adora complicar. A Renault declara 188.3mpg e 34g/km no ciclo WLTP, mas, no mundo real, tudo depende de quão frequentemente você faz trajetos acima de 30 miles. Pelo menos, você ganha um wallbox gratuito da BP Chargemaster.

E por dentro, como é?

Assim como do lado de fora, as mudanças em relação aos Captur com motor a combustão são pequenas. Todos os E-Tech trazem a tela central vertical de 9.3-inch (infelizmente, com respostas meio lentas), além do painel digital de 10-inch e um carregador de telefone sem fio no painel.

O porta-malas de 379-litre fica um pouco menor do que nos Captur exclusivamente a combustão.

Considerações finais…

Não é um híbrido plug-in ruim da Renault, mas fica a sensação de que o trem de força E-Tech funciona melhor no Clio menor (e sem ser PHEV). A ausência de recarga rápida também decepciona um pouco - e o preço pesa. O Captur “normal” de segunda geração tem nota TG de 6/10, então este aqui fica no meio do caminho…

5/10

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