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Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da FAB e a Esquadrilha da Fumaça completam 74 anos em 14 de maio

Cinco aviões lançam fumaça verde, amarela e branca sobre dois pilotos com roupas de voo em pista de decolagem.

O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da Força Aérea Brasileira (FAB) - denominação oficial de uma das equipes militares de acrobacia aérea mais antigas do planeta, conhecida do público como a Esquadrilha da Fumaça - completou ontem, 14 de maio, 74 anos de trajetória. A data foi marcada pela lembrança dos sonhos que o grupo inspira por onde se apresenta, por meio de suas manobras.

Missão do EDA (Esquadrilha da Fumaça) e o que representa

Com a atribuição de realizar demonstrações aéreas no Brasil e também no exterior, a Esquadrilha da Fumaça projeta a imagem institucional da FAB. Nas apresentações, leva ainda símbolos associados a patriotismo, disciplina, hierarquia e espírito de corpo.

1952, Rio de Janeiro e mais de quatro mil demonstrações

A equipe surgiu em 1952, na antiga Escola de Aeronáutica, no Rio de Janeiro (RJ). Hoje, após mais de quatro mil demonstrações realizadas - marca atingida em 28 de abril de 2023 -, a Esquadrilha da Fumaça segue encantando o público geração após geração.

Ao longo do tempo, a frota mudou: dos T-6 Texan, aeronaves usadas no início do Esquadrão, até os atuais A-29 Super Tucano. Ainda assim, o EDA permanece como um objetivo almejado por muitos aviadores que integram o quadro de pilotos da FAB.

“Foi com o objetivo de influenciar os cadetes que os instrutores, lá em 1952, começaram essa história que dura mais de sete décadas. Eu sou fruto dessa história. Estive aqui entre os anos de 2013 a 2019, voei nas posições #5 e #7 e retornei em dezembro de 2025 para ser líder da Esquadrilha e comandar o Esquadrão. Uma grata satisfação e uma responsabilidade muito grande com a qual tenho o dever de cumprir da melhor maneira possível”, afirma o Major Aviador Nilson Rafael Oliveira Gasparelo.

Como funciona a equipe: pilotos, posições e apoio

Atualmente, o EDA conta com 15 pilotos, que se alternam nas posições de voo. Em cada show aéreo, participam sete pilotos em sete aeronaves, e cada posição desempenha uma tarefa específica. Além deles, um oitavo piloto permanece em solo, responsável pela locução. As missões também podem incluir uma aeronave de transporte, utilizada para apoiar a equipe e o material.

As demonstrações duram cerca de 35 minutos e reúnem aproximadamente 50 acrobacias. Conforme o local do evento e as condições meteorológicas no momento, tanto o tempo total quanto a quantidade de manobras executadas podem mudar.

Anjos da Guarda: mecânicos e sargentos do EDA

O sonho, porém, não se limita aos pilotos. Integrar o time dos Anjos da Guarda - nome dado aos mecânicos e aos demais sargentos que compõem o efetivo do EDA - é visto como honra e privilégio concedidos àqueles que se destacam em suas funções, nos diferentes esquadrões espalhados pelos quatro cantos do país.

“Servir na Esquadrilha da Fumaça é um privilégio concedido a mim por todo esforço e comprometimento que tive com a profissão até o momento. Sinto-me honrado por fazer parte deste seleto grupo e, de certa forma, fazer parte de um período da história deste Esquadrão”, comenta o Suboficial Rafael Fernando Lançoni, especialista em Manutenção de Aeronaves.

Ao todo, 70 militares atuam diuturnamente para que o Esquadrão de Demonstração Aérea siga voando no Brasil e no mundo, representando a FAB, o país e o povo brasileiro por onde passa.

Informações do EDA

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