O novo BMW Série 2 Coupé G42 está cada vez mais perto de estrear e a expectativa é que ele seja apresentado no fim do verão europeu - muito provavelmente durante a primeira edição do Salão de Munique, em setembro.
Para aquecer a chegada, a BMW liberou as primeiras fotos do carro ainda com camuflagem, marcando o início da etapa final de testes dinâmicos em pista. Junto das imagens, também vieram os primeiros detalhes do que dá para esperar do novo cupê.
Mesmo disfarçado, já fica claro que, diferente do Série 4 Coupé (maior), o Série 2 Coupé menor não adotará a enorme dupla grade vertical. No lugar disso, aparecem duas aberturas horizontais no topo da dianteira, algo que deve deixar muita gente mais tranquila.
Tudo igual e isso é bom
O principal “fato novo” do G42, ao que tudo indica, é justamente a ausência de uma ruptura: o novo Série 2 Coupé segue fiel ao conjunto estrutural do antecessor. Em outras palavras, continuará sendo um cupê de tração traseira (ou integral), com motor montado longitudinalmente.
Com isso, a linha Série 2 segue como a mais variada - e também a mais fragmentada - dentro da BMW. De um lado, existem os modelos “tudo à frente” (motor transversal e tração dianteira) em carroceria de monovolume/minivan (Série 2 Active Tourer e Série 2 Gran Tourer) e o sedã com estilo de cupê (Série 2 Gran Coupé). Do outro, chega neste ano o cupê de arquitetura “clássica” - o Série 2 Cabrio se encerra com a geração atual -, o que o torna um caso singular entre os rivais.
Apesar de ser o cupê menor da marca, ele não deve continuar tão “pequeno”: a distância entre eixos vai aumentar e as bitolas serão mais largas. Mantendo as proporções típicas de um modelo de tração traseira - capô longo e cabine recuada -, o G42 usa a plataforma CLAR, a mesma base do Série 3, do Série 4 e também do Z4.
Aliás, o novo Série 2 Coupé e o roadster Z4 ficarão mais próximos do que nunca. Eles não só vão compartilhar os conjuntos mecânicos (motores e transmissões), como também componentes essenciais da própria CLAR e a configuração de suspensão - Macpherson na dianteira e multi-link na traseira. Esta última poderá ser adaptativa como opcional (Adaptive M Chassis).
A BMW ainda promete um ganho extra de rigidez torcional (mais 12%) para o G42, algo que deve ajudar tanto no comportamento dinâmico quanto na precisão da direção. Entre os opcionais, haverá direção com relação variável (Variable Sports Steering).
A aerodinâmica também recebeu atenção especial dos engenheiros. Além de spoiler, splitter e cortinas de ar na dianteira, foram adicionadas coberturas aerodinâmicas no tanque de combustível e no eixo traseiro, e o desenho dos suportes da suspensão passou por otimização. Segundo a BMW, o resultado é uma redução de 50% da sustentação positiva (lift) sobre o eixo dianteiro em comparação com o antecessor.
E motores?
Sob o capô longo, a expectativa é encontrar os mesmos motores do Z4 e de outros BMW. Isso inclui os quatro cilindros 2,0 l turbo (B48) a gasolina para os 220i e 230i, além de um 220d a diesel que parece praticamente certo, também com 2,0 l e quatro cilindros (B47).
Acima dessas versões ficará o M240i xDrive Coupé. Mais uma vez no topo da gama do Série 2 Coupé, ele terá um seis cilindros em linha 3,0 l turbo (B58) com potência oficialmente confirmada de 374 cv (mais 34 cv do que o anterior).
No entanto, se no M240i atual era possível escolher entre tração traseira e integral, além de câmbio manual ou automático, no novo M240i a configuração será única: transmissão automática Steptronic Sport de oito marchas e tração integral.
E o M2?
Para um novo Série 2 Coupé com seis cilindros em linha, tração traseira e câmbio manual, a indicação é que será preciso esperar até 2023 (e não 2022, como havia sido ventilado inicialmente). Esse é o ano previsto para a chegada do novo M2 - que adota o código específico G87. Um modelo que já abordamos com mais detalhes no artigo que vocês podem ler ou reler abaixo:
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