A equipa de cientistas britânicos da Pulsar Fusion conseguiu, pela primeira vez, acender plasma no interior de um motor nuclear de fusão. O feito é visto como um passo importante rumo a propulsores espaciais de nova geração.
Demonstração do avanço na Amazon MARS
A conquista foi apresentada durante a conferência Amazon MARS, na Califórnia. O director-executivo da empresa, Richard Dinan, descreveu o momento como "um momento excepcional" para a Pulsar Fusion.
Como a Sunbird gerou plasma dentro do motor de fusão
Para produzir o plasma, a equipa recorreu a campos eléctricos e magnéticos, usados para orientar partículas carregadas através do sistema experimental Sunbird. Segundo os planos imediatos da empresa, virão novas rondas de testes e uma actualização do conjunto para aumentar a eficiência.
Potência teórica e redução do tempo de viagem até Marte
Se a tecnologia for implementada de forma completa, o motor de fusão poderá entregar uma potência 1000 vezes superior à dos motores actuais. Nessa hipótese, a velocidade máxima teórica de um foguetão ficaria em torno de 800 000 km/h, reduzindo a viagem até Marte de meses para apenas algumas semanas.
Benefícios para a saúde dos astronautas e próximos passos da Pulsar Fusion
Diminuir o tempo de trajecto também tende a baixar os riscos à saúde dos astronautas, hoje associados tanto à radiação no espaço quanto à permanência prolongada em microgravidade. Com isso, missões rumo a Marte tornam-se mais viáveis e mais seguras.
Entre os próximos passos da Pulsar Fusion estão a medição do desempenho do sistema Sunbird, a modernização dos ímanes supercondutores e experiências com novos ciclos de combustível.
De acordo com projeções, até 2035 o volume da economia espacial vai ultrapassar $1,8 trilhão. Nesse cenário, o transporte rápido no espaço deixa de ser apenas uma meta científica e passa a ser também um objectivo económico.
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