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No Rest for the Wicked no Steam Early Access em 18 de abril: detalhes da Moon Studios

Guerreiro medieval com espada e capa observando mapa e vista panorâmica de cidade e ilha ao entardecer.

No Rest for the Wicked (NRftW) ocupa a capa da Game Informer deste mês e sinaliza uma virada importante para a Moon Studios por mais de um motivo. Para começar, trata-se de um RPG de ação feito pela mesma equipe responsável por dois dos melhores platformers/Metroidvanias dos últimos anos: Ori and the Blind Forest e Ori and the Will of the Wisps. Quem quiser se aprofundar no que o jogo oferece pode conferir a nossa edição digital, que já está disponível. Outra mudança de peso é que NRftW vai estrear primeiro no Steam Early Access em 18 de abril.

Steam Early Access de No Rest for the Wicked e o papel do feedback

Essa decisão também implica que tudo o que já foi mostrado do jogo pode ser alterado conforme as opiniões da comunidade. A Moon afirma que não está “presa” a nenhum sistema específico e que está disposta a refazer uma mecânica se os jogadores não curtirem.

Arte conceitual: Mago Rasgado

Esta é a primeira investida da Moon no modelo de acesso antecipado e, para um estúdio conhecido por perseguir a perfeição, lançar algo deliberadamente imperfeito para o público dissecar representa uma mudança radical. Ao mesmo tempo, o formato abre espaço para a Moon colocar em prática o que defende quando o assunto é transparência.

Em fevereiro de 2021, Mahler criticou publicamente, no ResetEra, a forma como parte da indústria retrata certos jogos antes do lançamento, fazendo com que pareçam maiores ou mais grandiosos do que acabam sendo. Ele citou títulos como Cyberpunk 2077.

Quando pergunto se essa visão influenciou a escolha pelo early access, Korol diz que não: originalmente, a Moon planejava lançar NRftW do jeito tradicional, como um produto finalizado. Porém, no meio do desenvolvimento, a ambição do projeto, a mudança de percepção do público sobre acesso antecipado e o aumento de casos de sucesso tornaram esse modelo mais atraente - e, para eles, mais lógico - para assegurar um 1.0 de qualidade. E, para algo tão cheio de ideias quanto NRftW é para a Moon, ter jogadores ajudando a direcionar e lapidar o desenvolvimento vale muito.

“Fazer um jogo é quase um pouco como cozinhar, certo?”, diz Mahler. “Tipo, você não sabe qual é a receita exatamente certa. Você tem que fazer, deixar as pessoas provarem e ajustar.”

Roteiro do Early Access e regiões de Isola Sacra

Na apresentação Wicked Inside da semana passada, a equipe divulgou o roteiro de atualizações do early access de NRftW (mostrado abaixo). O modo multijogador chega na primeira atualização do jogo. À medida que ele for evoluindo, novos capítulos de história serão incluídos, junto com mais áreas do mundo.

O lançamento em acesso antecipado já traz uma parcela considerável de Isola Sacra, permitindo que os jogadores visitem as seguintes zonas:

  • The Shallows
  • Orban Glades
  • Sacrament
  • Nameless Pass
  • The Black Trench

A primeira atualização de história vai liberar mais três áreas:

  • Marin Woods
  • Lowland Meadows
  • Hunter’s Vale

A expectativa é que mais detalhes sobre essas zonas apareçam no futuro. Tendo visto pessoalmente o mapa completo de Isola Sacra, posso dizer que a ilha parece enorme e bem densa - e isso sem contar elementos que não aparecem ali, como interiores, cavernas e segredos.

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CONTEÚDO DE ENDGAME

Sobre como a Moon pretende manter a base de jogadores voltando a NRftW até o caminho do lançamento 1.0, o estúdio contou que o endgame não será só um único “loop” repetitivo, e sim um conjunto de atividades diferentes.

Conversando com Mahler sobre o tema, a principal novidade que ele compartilha é a existência de masmorras especiais com pegada roguelike chamadas Cerim's Crucible (antes conhecidas pelo nome provisório “Crypts”). Elas só ficam disponíveis depois que o jogador concluir todo o conteúdo de campanha presente na versão de early access. Para entrar em Cerim's Crucible, é preciso ir a uma área especial cercada por várias estátuas.

Ao se aproximar de uma delas e oferecer seu sangue, a estátua em questão é ativada e transporta o jogador para uma incursão em masmorra aleatória - com a missão de superar 10 salas randomizadas até chegar ao fim. Mahler afirma que esse formato foi inspirado pela Dungeon de Diablo 1, na qual os jogadores enfrentavam 16 níveis cada vez mais difíceis para encarar Diablo no final. No lançamento do early access, apenas uma estátua estará disponível, mas outras serão adicionadas com o tempo. Cada estátua levará a conjuntos diferentes de salas.

Além de Diablo, Mahler compara a estrutura do Crucible à de Hades, já que cada sala apresenta um desafio específico e aleatório, que pode ser focado em plataforma, combate ou resolução de enigmas. E você também não sabe quais inimigos vão aparecer em cada tentativa. Quanto ao que espera os jogadores no final do Crucible, a Moon está guardando essa surpresa a sete chaves.

Concluir Cerim's Crucible rende loot exclusivo e materiais necessários para criar melhorias mais avançadas, o que dá bons motivos para encarar essas masmorras repetidas vezes caso você queira montar a versão mais poderosa do seu personagem. Como em outras partes do jogo, o loot é randomizado, então cada corrida pode resultar em recompensas diferentes. Mais adiante, a Moon pretende implementar condições (como, talvez, explorar sem nada equipado) e multiplicadores nas estátuas do Crucible em troca de recompensas melhores.

Você pode saber mais sobre No Rest for the Wicked acompanhando nossas matérias e vídeos que serão publicados nas próximas semanas no nosso hub de cobertura exclusiva abaixo.


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