A Marinha dos EUA deu início, de forma oficial, aos testes reais do novo míssil AIM-260A, que deverá se tornar a arma de maior alcance no arsenal da Força Aérea Americana.
AIM-260A JATM: a nova geração do AIM-120 AMRAAM
O programa, lançado em meados de 2017, é fruto de um desenvolvimento conjunto entre a Lockheed Martin, a Força Aérea e a Marinha dos EUA. O AIM-260A JATM foi concebido como a próxima geração do AIM-120 AMRAAM - hoje o míssil de maior alcance dos EUA -, considerado altamente eficaz, embora baseado em um projeto visto como já antigo.
Investimentos do Pentágono e a resposta a China e Rússia
Paralelamente, o Pentágono vem ampliando os aportes no setor de mísseis para aumentar a vantagem dos caças americanos frente à nova geração de mísseis ar-ar desenvolvida pela China e também pela Rússia. Além do AIM-260A, segue em desenvolvimento o AIM-174B Gunslinger, de dimensões um pouco maiores e que já estaria em uma etapa mais adiantada.
O AIM-174 é apresentado como o sucessor antológico do AIM-54 Phoenix, míssil que era lançado exclusivamente pelo F-14 Tomcat da Marinha dos EUA e pela Força Aérea do Irã - e que, até hoje, permanece como o míssil ar-ar de maior alcance a entrar em operação real no mundo. Enquanto o AIM-260 é descrito como uma alternativa mais econômica e voltada ao combate aéreo, o Gunslinger também deverá cumprir a missão de derrubar outros mísseis, inclusive balísticos e hipersônicos. Nesse caso, a ênfase é maior na defesa dos EUA no mar, operando mais perto do inimigo e com a força naval projetada.
Flagras em Eglin sugerem disparo real do AIM-260A
Em uma imagem publicada com exclusividade pelo portal Aviationist, o AIM-260A apareceu acoplado à fuselagem de um caça Boeing F/A-18F Super Hornet, registrado no momento em que decolava da Base Aérea de Eglin, na Flórida. A aeronave seguiu para o Golfo do México escoltada por outros caças e retornou sem o míssil - um indício de que ocorreu um teste de disparo real com um míssil ativo.
A leitura é reforçada pelas marcações vistas no armamento, que não seriam de um míssil de treinamento, e sim de uma ogiva explosiva, a HE.
Ainda não há confirmação de quando o AIM-260 entrará em serviço ativo. A expectativa é que ele possa ser empregado pelos caças F-22 Raptor (já testado com o modelo), F-35, F/A-18 e EA-18G e, mais adiante, pelo novo caça F-47. Já o AIM-174 deverá ser utilizado exclusivamente pelo F/A-18E e, no futuro, pelo novo caça naval que está em desenvolvimento.
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