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Voo de deportação de brasileiros dos Estados Unidos de 10 de julho é a 26ª operação de 2026

Duas pessoas se abraçam no aeroporto, com outras ao redor e um avião ao fundo na área de embarque.

Nesta manhã de sexta-feira, 10 de julho, decolou mais um voo de deportação de brasileiros dos Estados Unidos. Trata-se da 26ª operação de 2026, como o AEROIN vem acompanhando desde o início do ano.

Detalhes do voo de deportação de brasileiros dos Estados Unidos

A missão voltou a ser conduzida pela companhia norte-americana Eastern Airlines, com um Boeing 767-300 de matrícula N703KW, aeronave com capacidade para mais de 240 passageiros.

O jato saiu de Alexandria, nos Estados Unidos, e, até o momento de publicação desta matéria, realizava uma escala em Bogotá, na Colômbia. Na sequência, de acordo com dados consultados pelo AEROIN no sistema de voos programados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o voo EAL-8272 seguirá para o Brasil, com pouso previsto para 19h45 no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG).

Cerca de duas horas após o desembarque dos deportados, a previsão é de que a aeronave decole novamente, agora como voo EAL-8273, retornando para Bogotá. Todo o planejamento acima é uma estimativa e pode sofrer alterações ou até ser cancelado. Os voos do N703KW podem ser acompanhados em tempo real clicando aqui.

Objetivo dos voos, segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA

Conforme o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, esses voos de deportação têm a finalidade de repatriar cidadãos de outros países que descumpriram as leis americanas de imigração. Entre os deportados, predominam pessoas que entraram em território norte-americano de forma irregular, que não conseguiram autorização para permanecer no país, que foram condenadas por crimes e/ou que foram consideradas uma ameaça à segurança nacional.

Acolhimento em Confins pelo programa “Aqui é Brasil”

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a deportação é executada pelo governo dos Estados Unidos e, ao chegarem ao Brasil, os deportados recebem uma ação de acolhida coordenada pelo MDHC em parceria com outros órgãos federais, dentro do programa “Aqui é Brasil”.

No aeroporto em Minas Gerais, eles são recepcionados e, caso queiram, podem ser direcionados a uma estrutura especial preparada pelo Governo em um hotel, voltada a necessidades imediatas como atendimento médico e psicológico, alimentação, kits de higiene, apoio psicossocial e transporte para suas cidades de origem.

Além disso, o Aeroporto de Confins conta com o Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM). Instalado no 1º piso do Terminal de Passageiros 1, no nível acima do check-in 1, o local oferece atendimento interdisciplinar especializado, com ênfase na escuta qualificada, na orientação documental e no encaminhamento para políticas públicas de assistência social, saúde, educação, trabalho e renda.

Números de deportações em 2025 e em 2026

Com base em um levantamento de Ricardo Morgan, que fotografa e filma o movimento aéreo do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em 2025 os Estados Unidos deportaram 3.371 brasileiros em 38 voos, com destino a Confins, Fortaleza ou Manaus. Já em 2026, foram mais de 1.500 pessoas em 25 voos, todos com chegada em Confins.

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