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Volkswagen ID. Life antecipa o futuro crossover elétrico ID.2 e a democratização do veículo elétrico

Carro elétrico Volkswagen ID.2 Future branco exposto em ambiente interno moderno com plantas ao fundo.

O Volkswagen ID. Life surge para indicar não apenas como pode ser o futuro crossover elétrico ID.2, mas também para se posicionar como um passo importante na popularização do veículo elétrico.

A promessa é chegar ao mercado em 2025 custando entre 20 mil e 25 mil euros. Ainda que isso possa parecer alto para o segmento ao qual ele mira, representa uma redução nítida frente aos elétricos equivalentes de hoje, que costumam ficar na faixa dos 30 mil euros.

Em porte, o ID. Life tem medidas próximas às do T-Cross. São 4,09 m de comprimento, 1,845 m de largura, 1,599 m de altura e 2,65 m de entre-eixos - respectivamente, 20 mm mais curto, 63 mm mais largo e 41 mm mais alto, além de ter 87 mm a mais de distância entre os eixos do que o T-Cross.

O primeiro MEB “tudo à frente”

Depois do CUPRA UrbanRebel, o Volkswagen ID. Life é o segundo veículo a adotar a nova MEB Small, a versão mais compacta da plataforma elétrica dedicada do Grupo Volkswagen.

Em relação ao ID.3 - até então o menor modelo a usar a MEB -, o ID. Life encurta o entre-eixos em 121 mm e é 151 mm menor no comprimento total, embora seja 36 mm mais largo (possivelmente por ser um concept e precisar causar um impacto visual imediato).

Outro ponto que chama atenção é que o ID. Life também inaugura, entre os derivados da MEB, uma configuração com apenas tração dianteira (com o motor instalado na dianteira). Até agora, os demais ou são de tração traseira ou contam com tração integral (com dois motores). Isso reforça a versatilidade da MEB, que permite escolher o arranjo mais adequado às necessidades de cada produto.

Acessível, mas sem esquecer a performance

Mesmo ao propor uma visão mais simples - com menor complexidade e foco forte em sustentabilidade - do que pode ser um crossover elétrico urbano, o ID. Life traz no eixo dianteiro um motor elétrico potente: 172 kW ou 234 cv, com 290 Nm de torque máximo - patamar que lembra um hot hatch compacto.

Segundo a Volkswagen, essa potência é suficiente para ir de 0 a 100 km/h em 6,9s e alcançar 180 km/h de velocidade máxima (limitada eletronicamente).

O protótipo utiliza uma bateria de 57 kWh, o que deve garantir alcance de até 400 km pelo ciclo WLTP. Embora a marca não informe a potência máxima de recarga, afirma que 10 minutos em um carregador de alta velocidade bastam para acrescentar até 163 km de autonomia.

Abraçar a simplicidade, também no design

O Volkswagen ID. Life se afasta do restante da família ID. principalmente pelo desenho. Ele não é o primeiro crossover da linha - o ID.4, por exemplo, já existe -, mas o contraste fica evidente ao observar o concept.

No ID.Life, volumes, formas e recursos de estilo foram enxugados e simplificados, resultando em um crossover de visual limpo e mais… “quadradão”, sem cair em enfeites. Ainda assim, transmite a robustez esperada nesse tipo de carro.

Essa percepção vem das rodas grandes (20″) posicionadas nos extremos da carroceria; dos para-lamas trapezoidais, marcados e destacados em relação ao restante do conjunto; e do ombro traseiro mais pronunciado. Também está presente um pilar C sólido e bem inclinado, que remete ao clássico Golf.

As proporções acabam sendo bastante conhecidas - um hatch de dois volumes com cinco portas -, e elementos mais gráficos, como faróis e lanternas, seguem uma linha minimalista. O efeito final, porém, é atraente e funciona como uma lufada de ar fresco diante da complexidade e da agressividade que têm dominado o design automotivo atualmente.

Interior minimalista

Na cabine, a lógica é a mesma. A proposta de reduzir, simplificar e priorizar a sustentabilidade - com uso de materiais reciclados e recicláveis como uma das principais marcas do ID. Life - aparece em todos os detalhes.

O painel chama atenção pela falta de botões e até de… telas. As informações essenciais para dirigir são projetadas no para-brisa, por meio de um head-up display, e a maior parte dos comandos fica concentrada no volante hexagonal, aberto na parte superior - inclusive o seletor de marchas.

O ID. Life também transforma o smartphone em sistema de infoentretenimento e em central de recursos como navegação e comunicação, fixando o aparelho ao painel com o auxílio de um ímã.

A digitalização serve, aqui, como ferramenta de simplificação. É possível enxergar comandos projetados sobre a superfície de madeira; não há retrovisores (substituídos por câmeras); e até o acesso ao veículo é feito com uma câmera e software de reconhecimento facial.

O interior ainda pode virar um lounge para assistir a filmes ou jogar, graças à flexibilidade dos bancos e à presença de uma tela de projeção retrátil à frente do painel.

Sustentabilidade na ordem do dia

Como já apontamos, a sustentabilidade é um dos pilares do Volkswagen ID. Life - e, no geral, de vários concepts exibidos no Salão de Munique, como o ousado BMW i Vision Circular.

Nos painéis da carroceria, são usadas lascas de madeira como corante natural; o teto removível traz uma câmara de ar têxtil feita de PET reciclado (o mesmo plástico de garrafas de água ou refrigerantes); e, nos pneus, entram materiais como óleos biológicos, borracha natural e casca de arroz. Ainda sobre os pneus, resíduos triturados deles são aproveitados como tinta emborrachada na área de entrada do veículo.


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