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Incorporação da corveta Karakurt Burya na Frota do Báltico
A Marinha Russa confirmou a entrada em serviço de uma nova corveta lançadora de mísseis da classe Karakurt em sua Frota do Báltico. Batizada de Burya, a embarcação foi oficialmente comissionada após a cerimônia de içamento da bandeira, realizada em 8 de maio na base naval de Baltiysk, formalizando sua integração ao dispositivo operacional da marinha.
A incorporação aconteceu depois de concluídos os testes de mar de fábrica e as avaliações estatais, executados em áreas de treinamento naval no mar Báltico. De acordo com a Marinha Russa, essas etapas incluíram manobras de navegação, medições de velocidade e inspeções completas dos sistemas de propulsão, comunicações, navegação e armamentos instalados no navio.
A solenidade reuniu o almirante Sergey Lipilin, além de representantes do estaleiro Pella, militares ligados às unidades de navios lançadores de mísseis e embarcações da Base Naval do Báltico, bem como membros do clero.
Projeto 22800 Karakurt: origem e finalidade
As corvetas do Projeto 22800, conhecidas pelo codinome Karakurt, foram concebidas pelo Almaz Central Marine Design Bureau para substituir navios lançadores de mísseis mais antigos, como os do Projeto 1234 Ovod e as lanchas do Projeto 12411. A proposta parte do Projeto 12300 Skorpion, trazendo ajustes voltados a melhor navegabilidade e a uma capacidade operacional ampliada tanto em ambientes marítimos quanto fluviais.
Em comparação com as corvetas Buyan-M do Projeto 21631, as Karakurt foram projetadas para atuar sob condições meteorológicas mais severas e em estados de mar mais exigentes, o que amplia a flexibilidade de emprego da frota russa.
Armamento e capacidades eletrônicas
O núcleo do poder de fogo da classe Karakurt é um sistema universal de lançamento vertical com oito células, apto a empregar mísseis de cruzeiro Kalibr ou mísseis supersônicos antinavio P-800 Oniks. Esses navios também são equipados com o sistema antiaéreo e de artilharia Pantsir-M, além de um canhão automático AK-176MA de 76,2 mm. As primeiras unidades produzidas também foram entregues com sistemas CIWS AK-630M.
Mesmo com armamento expressivo, o Projeto 22800 não foi desenhado para tarefas de guerra antissubmarino. Em seu lugar, o foco do projeto recai sobre ataque rápido, defesa de ponto e operações em áreas costeiras.
A classe adota superestrutura com características furtivas e um mastro integrado com painéis de antenas phased-array. Na propulsão, são usados três motores diesel e três geradores diesel; já o conjunto eletrônico abrange guerra eletrônica, contramedidas, comunicações contemporâneas e navegação avançada.
Operação de drones e expansão da série
Além do armamento de mísseis, as corvetas da classe Karakurt têm capacidade de operar drones Orlan-10 voltados a reconhecimento e guerra eletrônica. Relatórios publicados em 2018 apontaram que esses UAVs podem receber câmeras diurnas e noturnas, elevando o potencial de vigilância e de aquisição de alvos das corvetas.
A produção da série foi iniciada oficialmente em dezembro de 2015, com o batimento de quilha da Mytishchi - inicialmente chamada Uragan -, incorporada à Frota do Báltico em 2018. Desde então, novas unidades foram adicionadas ao programa, incluindo a Amur em agosto de 2024, enquanto outros navios seguem em diferentes fases de construção nos estaleiros Pella, Zelenodolsk e Amur.
Imagem de capa obtida do Ministério da Defesa da Rússia.
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